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quinta-feira, abril 15, 2004

Nortenhos com êxito  

Um grupo de nortenhos com sucesso internacional e todos pensam no FCP. Nada disso. Ao que parece os próximos tripeiros na senda do êxito são os Expensive Soul. Isto segundo a discussão no forum da Soul24-7. Os "camones" já perguntam por discos. E desta vez não é devido ao MOURinhO.

quarta-feira, abril 14, 2004

Lilja nunca 

Algumas noites atrás vimos - finalmente - Lilja 4-ever do realizador sueco Lukas Moodysson. Já com um par de anos mas que tinha escapado ao radar. Mais um daqueles filmes que - tal como "The Passion of the Christ" - utiliza a película cinematográfica para mostrar que o tráfico de seres humanos (que existe e segundo a ONU afecta de 500.000 pessoas por ano em todo o mundo) a exploração sexual e a violência associada é mesmo uma coisa dolorosa e horrível de assistir - ou será - de admitir. Goste-se ou não desta forma de utilizar o cinema para mostrar a realidade nua e crua da violência que um ser humano é capaz de infligir ao seu semelhante, esta continua a ser sem dúvida uma forma inteligente de sensibilizar os espectadores - que continuam a acorrer em grande número às salas e aos clubes de video para verem tais obras. E tal como a Paixão tambem neste caso - estamos a falar de um filme não produzido em hollywood e interpretado em línguas menos corriqueiras nestas andanças do cinema internacional (i.e. sueco, russo e alemão). Enquanto isto, o "sector" dos criadores de cinema do nosso burgo teima em manter a estéril tradição de eterna carpideira e discutir (criticar?) os apoios que o Estado e o Governo (não) dá (apesar dos 11.750.000 que serão jogados no lixo em 2004) para que filmes banais e inúteis sejam criados (e vistos por meia dúzia de "amigalhaços"). Deve ser porque em Portugal não existe matéria prima para ideias de filme como as que Lukas Moodysson não tem pruridos em encontrar na desenvolvida Suécia. Apenas material para cinema de autor... Enfim mais um caso onde até apetece parafrazear Jim Cavaziel (JC na Paixão)... "perdoa-lhes Pai pois não sabem o que fazem".

domingo, abril 11, 2004

F 


Fuenteheridos 

Enquanto vamos e voltamos de Sierra Nevada ou dos touros ficamos por aqui. PMara além das grutas de Aracena ainda há segredos na Sierra de Huelva. O campo ainda é campo, os sabores verdadeiramente tradicionais e os amigos sempre amigos.

sábado, abril 10, 2004

o mundo está a mudar... 

Realmente o mundo está a mudar... podemos nadar milhares de quilometros sem sair do mesmo sítio... podemos ir a Veneza, a Paris ou ao Antigo Egipto... tudo sem sair de Las Vegas... Já não vamos ao banco falar com o gerente da nossa conta... vamos ao multibanco mais próximo... não vamos ver os amigos... enviamos um mail... nao vamos ao cinema... alugamos um DVD... não vamos à bola... vemos na Sport TV... não pedes para encher o depósito... vais ao self-service... não compramos um jornal... lemos um blog...

O mundo está a mudar... como se alguma vez não estivesse...

Assinaturas - ou frases para melhor vender reais ilusões 

"Sometimes the best part of being away from home is discovering new ways to fill it" - campanha publicitária da VISA.

"Viva las Venice" - ou a melhor forma de viajar lá fora cá dentro...

Nade para sempre sem nunca sair de casa e sem ir a nenhum lado - Endless Pools ou "Nothing flows like SwimEx" - SwimEx. Fascinante esta ideia de nadar contra uma corrente constante...


sexta-feira, abril 09, 2004

Vem ver vem ver o raio do vizinho... 

Realmente podemos dizer tudo dos yankees... O país que cria comissão atrás de comissão para investigar - e pouco ou nada descobrir - de erros e acidentes de outrora, o país que tem o exército espalhado por mais de metade do mundo, em guerra contra terroristas, facções, uniões, etc, etc. O país cujo governo está activamente a tentar governar com o Presidente de férias, deleitando-se com um cachorro quente e uma diet coke no seu rancho poeirento no meio do Texas. No entanto, todos os dias vamos descobrindo coisas novas e realmente surpreendentes.

Hoje deparei com o site dos mais surpreendentes de sempre. O Fundrace permite ao comum dos mortais ficar a saber quem - e quanto - anda a financiar a corrida presidencial. Experimentem uma morada qualquer numa das cidades principais dos EUA e ficarão a saber quem anda a pagar as campanhas de Bush e de Kerry.

Não ficaria nada mal implementar tal sistema na tão liberal Europa... e mesmo no nosso cantinho... mas já estou a ver os defensores da proteção de dados não iriam gostar e sairiam para a rua para protestar contra esta ideia de controlar quem financia os partidos políticos e as campanhas eleitorais... quem lhes dá os carros, os hoteis, paga os anúncios etc, etc.

A transparência tem que se lhe diga...

No entanto nos EUA já se pode satisfazer a curiodade da "bejonja" - comum que era vê-la espreitar os vizinhos com ar reprovador, controlando as roupas e os gestos dos jovens lá da zona - a tentar saber quanto - e a quem - anda a vizinhança a dar as poupanças - decerto que obtidas com os cortes fiscais do Presidente... que teima em continuar de férias no seu rancho e tão educadamente limpar os dedos gordurosos nos "jeans" empoeirados.

PS - Para ver quanto tempo demora o nosso Público - e em especial o Presidenciais - a descobrir este sitio e a publicar esta cacha...?

quinta-feira, abril 01, 2004

A melhor música 

Para quem não pode viver (bem) sem música sintonizem a Soul 24-7. Uma das primeiras (já com alguns anos) rádios internet que teima em manter a tradição de apenas passar a melhor música Soul (e todas as suas variantes) que se faz e se fez no mundo. Sediada em Londres mas com DJ's em toda a parte. Um exemplo positivo do mundo global.

Sabedoria africana para o mundo moderno 

A natureza é que sabe. Diz o povo que na savana quer sejas uma gazela ou um leopardo a primeira coisa que se faz quando se acorda é correr.

A última carta da América 

A última carta da América tinha sido enviada a 20 de Fevereiro de 2004. E foi mesmo a última carta de Alastair Cooke. Recomenda-se exploração do site da BBC a todos aqueles que não tenham tido oportunidade de conhecer este gigante da comunicação radiofónica do século passado. Muitos anos antes dos "blogues" este senhor já explorava a arte de comunicação transatlântica desde São Francisco e Nova Iorque para a velha "Albion". E tudo começou com um contrato - temporário de 13 semanas não renováveis... acabou por ficar 58 anos no ar...

Algumas das suas melhores "letters from America" estão disponíveis aqui.

Um exemplo semelhante ao "nosso" saudoso Fernando Pessa e as suas cartas ao Presidente da Câmara de Lisboa.

Compacto de Cabeceira - O diabo da alma azul  

Ainda no outro dia faziamos uma referência à produção - "Irmão, onde estás?" - dos Fratelli Coen e nem de propósito. Quem viu o filme decerto que se recorda do momento com um jovem negro tocador de "blues" que vendia a alma ao diabo em troca de uma guitarra. Os sons e ritmos mágicos libertados pela guitarra rapidamente tornam-se no ganha pão de Clooney, Turturro e Nelson - sob o nome de Soggy Bottom Boys - até que o diabo lembra-se de passar a factura.

Esse jovem - interpretado por Chris Thomas King - simbolizava o lendário "bluesman" Robert Jonhson. Diz quem sabe que esse filho do Mississipi havia vendido a alma ao diabo em troca de uma invulgar arte de deslizar os dedos pelas cordas de uma guitarra bem como de uma capacidade de cantar "blues".

Tão chocado deve ter ficado o diabo com o produto da troca - Robert Johnson rapidamente se tornou figura de culto nos anos 1930 na América profunda - que em 1938 passou factura tornando o jovem Johnson - então com 28 anos - "entertainer" no inferno (onde diz quem sabe Johnson continua a encantar com "gigs" escaldantes).

O legado de Robert Johnson consiste em apenas 29 canções a maioria deles de uma tal intensidade que rapidamente o tornaram figura tão lendária que até merece personagem de filme de Coen.

Agora é a vez do mestre Clapton prestar-lhe uma justa homenagem.

No seu novo disco "Me and Mr. Johnson" editado esta semana, Eric Clapton exorcisa os seus demónios pagando a antiga promessa e homenagear um dos seus heróis de juventude.

Um disco cinco estrelas que leva Clapton a redescobrir uma figura lendária e voltar às raízes dos blues e rock moderno. Para além da mestria de Clapton o disco contém ainda algumas das sonoridades anteriormente exploradas (alguns anitos atrás) pelo seu colega de profissão Ry Cooder antes que este se deixara inebriar pelas volúpcias latinas da ilha de Cuba - com o seu "Buena Vista Social Club".

Ao contrário da selecção de Scolari... imperdível.

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