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sábado, julho 31, 2004

Saramago independente 

Segundo notícia o Público online o escritor José Saramago questiona a independência do jornalismo. Parece que finalmente o Nobel da literatura está determinado em justificar o seu comportamento como Director do Diário de Notícias em alturas do PREC. Parece que a então práctica comum de exonerar sem apelo nem agravo de todo e qualquer funcionário do jornal que questionasse a "objectividade" da linha ditada pelo comunismo internacional de Moscovo terá deixado alguns travos amargos na consciência de Saramago.



sexta-feira, julho 30, 2004

Para sobreviver aos fogos de Verão enfie o barrete 

Muito tem sido dito sobre as formas de melhor combater os fogos que cada Verão teimam em fustigar a nossa terra transformando-a num enorme churrasco.

Ele são aviões, ele são helicópteros, ele são proibir as queimadas, limpar os bosques, recorrer a meios e fundos da União Europeia, mais guardas florestais, menos piqueniques, mais bombeiros, eu sei lá.

Não obstante as ideias, as declarações públicas e o diabo a 4 até parece que este último continua a levar a melhor e a visitar Portugal em cada Verão como qualquer "camone" mas transformando as nossas terras num autêntico inferno. Não parece haver remédio assim que o melhor será mesmo encontrar formas de lidar com o fumo provocado por tal churrasco. O que está a dar será então utilizar o EVAC-U8 (em inglês lê-se "evacuate"...). O pessoal não fica lá muito elegante uma vez montado este artefacto mas também que diferença faz para quem já não tem vergonha na cara... Ainda por cima este EVAC-U8 sempre fica mais em conta que os aviões gregos (quem diria que até aqui já nos batem...) e os helicópteros ucranianos.

quarta-feira, julho 28, 2004

Vamos ganhar o Mundial!!! 

Segundo a sempre bem informada RTP tudo parece encaminhado para que os "quinas" - ou serão os "esquinas" - vençam o mundial de futebol dos "sem abrigo" que se disputa em Gotemburgo (depreende-se que os encontros tenham lugar nas ruas de Gotemburgo). 

A vitória vai com certeza ser nossa pois parece que os gregos desta vez ficaram... em "casa"...

 

terça-feira, julho 20, 2004

Gralhas - 4 - quem é quem 

A perfeição e o rigor continuam a ser qualidades estranhas ao Estado Português.
 
Se não acreditar clique em
 
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Primeiro_Ministro/Biografia/Bio_Durao_Barroso.htm
 
E veja a biografia do nosso Premier. Do actual pois o outro está agora mesmo em SXB.
 
Para quando uma administração pública profissional e exigente?
 

Gralhas - 3 - começa bem 

A TSF assegura que o nosso novo Primeiro considera como positivo o balanço do primeiro dia na gestão dos negócios publicos da terra lusa. Citando declarações de PSL, a TSF informa que o ministro da Agricultura esteve em Bruxelas numa reunião do "Concelho" (terá sido do Concelho de Bruxelas) e numa referência à determinação do novo Governo em manter a actividade no tradicional período de repouso que marca o mês de Agosto sublinha que  "orçamento de estado será apresentado na data, a 12 de Outubro, apesar deste intervalo na actividade governotiva".
 
O XVI governo constitucional tem um arranque positivo (outra coisa não podia ser). A TSF é que pelos vistos necessita de investir um tudo nada mais na revisão de textos.


sábado, julho 17, 2004

Gralhas - 2 

O Acidental é normalmente um blog bem informado e do melhor que por aí anda, mas até no melhor pano cai a nódoa.  Refiro-me à recente "entrada" do blogueiro Vitor Cunha sobre a reunião de Bilderberg 2004. Creio que houve um português mais que terá participado na reunião. Qualquer web site que se dedique a ruminar sobre as tendências conspirativas de dominação mundial dos Bilderbergs ou Comissões trilaterais poderá informar o Sr. Cunha da lista de participantes e respectivas nacionalidades. Este ano, no passado mês de Junho por lá encontrámos o ainda Comissário Europeu Dr. António Vitorino. Poderá ser pequeno e provavelmente não estava em bicos dos pés, mas que por lá andou andou. No entanto talvez o Sr. Cunha já tenha deixado de considerar o Dr. Vitorino - que persiste em não se deixar cair em tentações sebastionistas - como cidadão português...
 
Já que estamos numa de teorias da conspiração... Será que terá sido nas relaxantes margens de um qualquer lago do norte de Itália no mês de Junho que a divisão de Portugal entre o Dr. Santana Lopes e o Dr. Sócrates foi decidida? Terão os colegas ex-comentadores políticos dos Telejornais da noite aos Domingos na RTP-1 congeminado a crise e resolvido apertar o Dr. Vitorino tirando-o da fotografia? E que ficará - para além do Expresso, da SIC e da Impresa - para o Dr. Balsemão.  Mais uma para os teóricos da conspiração.



Gralhas - 1 

Mais um bom artigo do Público online... 

Rede exige demissão de Osama bin Laden - Texto atribuído à Al-Qaeda ameaça Itália com "banho semelhante ao 11 de Setembro"

- demissão de Osama bin Laden... demissão donde? Só se for da direcção do Bloco de Esquerda... 
 
Os comentários do Bloco de Esquerda - e as criancices de enviar SMS para manifestações espontâneas de inspiração PREC - irritam de tão insípidos. Mas o Público e a imprensa "soit disant" independente contínua a propagar tais doutos comentários. Critica sim, mas com um pouco mais de conteúdo que isto não é um circo para os palhaços do BE.




sexta-feira, julho 09, 2004

Uma carta que ficou para a história  

Nova Iorque, 15 de Maio de 1947


Exmo. Senhor,

A nossa agência está a crescer. Isto é um motivo para nos deixar satisfeitos, mas também para nos deixar preocupados. Não me importo de dizer que estou profundamente preocupado.

Estou preocupado com a possibilidade de cairmos na armadilha da grandeza, de abordarmos técnicas em vez de essências, de seguirmos o curso da História em vez de o criarmos, de estarmos a ser dominados por superficialidades, em vez de nos apoiarmos em princípios sólidos.

Temo que as nossas artérias criativas comecem a ficar empedernidas. Existem muitos especialistas que são óptimos em publicidade. Infelizmente, eles só falam da melhor parte do assunto. Eles conhecem todas as regras e podem dizer-lhe se um determinado anúncio conquistará um maior número de clientes, entre os leitores de uma publicação. Eles são capazes de lhe dizer se uma frase deve ser extensa ou breve. Podem dizer de que forma fragmentar um texto a fim de o tornar mais atraente. Eles podem dar-lhe factos e mais factos. São os cientistas da publicidade.

Só existe um pequeno problema.

Publicidade é, fundamentalmente, persuasão e a persuasão não é uma ciência mas sim uma arte. É aquela faísca criativa de que me orgulho tanto na nossa agência e que estou tão desesperadamente amedrontado de perder. Eu não quero académicos. Não quero cientistas. Não quero pessoas que façam coisas certas e sim gente que faça coisas inspiradoras.

No ano passado, devo ter entrevistado cerca de oitenta profissionais, entre redactores e directores de arte. Muitos eram de agências supostamente poderosas. Foi espantoso ver como eram poucas as pessoas verdadeiramente criativas. Claro, todas elas tinham experiência em publicidade. Claro, todas elas estavam a par das técnicas publicitárias. Mas, olhando para além da técnica, o que é que se encontra? Uma mesmice, um cansaço mental, uma mediocridade de ideias. Essas pessoas poderiam justificar cada anúncio, baseadas no argumento de que obedecem às regras da publicidade. É como venerar um ritual em vez de Deus.

Tudo isto não significa que a técnica não seja importante. Habilidade técnica superior torna um homem talentoso ainda melhor. O perigo é a preocupação excessiva com a habilidade técnica e o erro de a confundir com o talento criativo. O risco está na tentação de comprar indivíduos padronizados que têm uma fórmula para a publicidade. O risco está na tendência natural de se ir atrás do talento comprovado, aquele que não nos deixa fora da competição, mas certamente nos fará parecer igual a todos os outros.

Se vamos avançar, devemos exibir uma personalidade distinta. Devemos desenvolver a nossa filosofia e não a filosofia publicitária que os outros nos impõem a nós. Deixe-nos traçar os nossos caminhos. Deixe-nos provar ao mundo que o bom gosto, a boa arte e a boa escrita podem gerar boas vendas.


Respeitosamente,



Bill Bernbach”

(*) Esta carta foi enviada pelo publicitário americano Bill Bernbach – para muitos considerado o maior publicitário de todos os tempos - ao seu patrão na Grey Advertising, agência em que trabalhava na altura. Quatro meses mais tarde, não tendo recebido qualquer resposta, fundou a DDB - Doyle, Dane, Bernbach, considerada a agência mais criativa da História da publicidade mundial.

quarta-feira, julho 07, 2004

Bom para a Europa - mas irá precisar de mais que a gravata que levou Portugal até à final 

Desde que ficou evidente que os chefes de governo da União Europeia estavam interessados em cooptar para a cadeira do executivo de Bruxelas um dos seus pares as escolhas estavam limitadas.

Acresce-se a vontade dos mandarins do Secretariado do Justus Lipsius (edifício do Conselho de Ministros) em manterem-se colados aos cadeirões de ouro e ao turismo administrativo das reuniões ministeriais (pelos olhos esbugalhados da dupla em causa Solana/De Boisseau mais parecia coisa de indivíduo saído de uma cura do Patriache a passar pelo Casal Ventoso) e os cínicos equilíbrios entre diversidade geográfica, cor política, interesses nacionais, capacidades linguísticas, e distribuição de pastas na futura Comissão, limitavam ainda mais as escolhas.

Assim que "all things considered" até parece que foi uma surpresa a escolha do nosso Primeiro para ocupar aquele que alguns consideram o "cargo político mais difícil do mundo ocidental".

Não foi segunda ou terceira escolha como alguns pensadores escleorosados apregoam aos ventos mas mais bem uma vitória por grandes penalidades. Foi um pouco como a lotaria das grandes penalidades - e o domínio da língua francesa adquirido nos anos de estudo em Genebra que terá permitido ao Dr. Durão Barroso o apoio unânime para viajar até Bruxelas e embrulhar-se - neste cargo histórico - na teia de regulamentos internos e impedimentos externos delineados desde à muitos anos pelos altos "echelons" da eurocracia.

Desde que a escolha se tornou pública muitos estranjas que felicitam os portugueses à direita e à esquerda por esta vitória de Portugal, mas vejamos não há ponto sem nó. E Bruxelas é claramente o sítio onde tal máxima é verídica.

Não interessa que a escolha do Dr. Barroso tenha sido boa para Portugal (sem dúvida que FOI), interessa é que o Dr. Barroso traga algo de bom para a Europa.

Para tal a receita é simples. Passar o tempo necessário a conhecer a Comissão, o seu verdadeiro papel, as restantes instituiçoes e o impacto das mesmas nos Estados membros, governos e parlamentos nacionais, e populações. Agora é que teria dado jeito um verdadeiro debate sobre a União Europeia (e que não tivémos aquando das recentes europeias).

Conhecer os meandros da eurocracia, lobis, rasteiras, armadilhas e campos minados eis o que deve esperar o Dr. Barroso nos primeiros tempos desta aventura europeia.

E para ter sucesso em tal empreendimento, vai necessitar mais que a gravata, senão dentro de pouco tempo irá descobrir que o límite é bem menos que o céu.

Euro Copa - Copa América 

Não foi desta vez que a nossa selecção levantou o desejado "caneco". Pelo meio descobriu-se um povo reencontrado com a sua bandeira e sem vergonha do hino nacional. Espera-se que todos os que apoiaram a selecção ao longo destas semanas não deixem de gostar de futebol devido ao fortuito de uma derrota contra um unido grupo de gregos tecido por um cruel alemão iluminado pela "estrelinha" da sorte. Espera-se que todos estes novos "fanáticos" do "beautiful game" continuem a apoiar o futebol - e porque não todos os outros desportos - na nossa terra e a encherem novos e velhos estádios. Já agora aproveitem para aprender que gostar da bandeira e honrar o hino também significa desenvolver a noção de cidadania a 100%. Comecem por não cuspir para o chão, evitem conduzir após ingestão de bebidas alcoolicas, minimizar as manobras perigosas, ajudar o próximo e já agora pagar os impostos - e outras contas - devidos a tempos e horas.

Acabo de assistir em directo aos jogos inaugurais da Copa América que decorre no Peru. Valeu a pena sobretudo ver a equipa da casa - para os mais curiosos a selecção peruana é treinada pelo conhecido Paulo Autuori - recuperar de uma desvantagem de 2-0 aos 65 minutos e lutar por um empate 2 a 2. Mais uns minutos e ainda teriam derrotado a Bolívia. Um exemplo para o futuro e para que todos vejam como há que sempre lutar até ao fim.

Já agora, não assisti - na Luz - à final do Euro 2004, mas chegou até aqui que "os gregos não se calavam". Pelo que vi na TV - seguindo a transmissão da BBC - até parecia que o jogo decorria num dos famosos infernos gregos como o estádio do Pana ou do Aris de Salónica. Realmente eram os únicos que pareciam acreditar que os seus guerreiros podiam e iam ganhar. Devem ter assustado as hostes portuguesas pois parece que poucos eram os portugueses no estádio habituados a gritar e a puxar - pelo 90 minutos por jogo - pela equipa. Deve ser coisa de "gente nova" ou da "nova gente" (vide Reininho circa final dos anos 80) que vai aos estádios com os bilhetes "arranjados" pelos patrocinadores e para mostrar o cachecol da moda.

Já agora, ficámos todos surpreendidos por não ver o Presidente indigitado da Comissão Europeia agitar uma bandeira de fundo azul com doze lindas estrelas douradas. É que isto de ser europeu não se coaduna muito com amores nacionais.

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